27.1.07

todos nos olham sem tormento, sem alento.
vão-se horas, medos desenganados
que negra é a cor do destino do meu amor.

negra como a noite que se afogou sem madrugada
ferida pelos vultos crus
de quem passa apenas colhe ausências vis
flores indolentes

e se um plano de luz intenso ergue sombras arbóreas, solares
reflexos do planeta absorto em que nos encontramos
e se vozes secas se reúnem pelas ramagens capilares
assim definham

porque eu sou essa negrura que roubou as asas silenciosas do meu amor

e sem cor é o olhar que me reservo
a pena por tão grande dor.

4 comentários:

blue disse...

dia 11:
porque SIM.

margarete disse...

:)

Nuno disse...

Lindo de Morrer!

manuel disse...

...de uma beleza assustadora!

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