17.1.10


© pedro tudela in I me...mo I


encosto-me na ombreira de alumínio
um néon distancia-me do bulício observo
trajectórias de ausências céleres como balas perdidas
atento se me derrubam logo me levanto
um morto-vivo um corvo arfante um cisne negro
aliso penas distribuo-as por poemas
capturo-as em ecrãs de cristais líquidos
nada por revelar
diante de nós um percurso sobre estacas
uma manhã de inverno
atento se me traga o vazio
logo me levanto atento
se me enlaças
as falanges
a arcada do torso
o sexo.

8 comentários:

Caçador disse...

li reli degluti

treli

enrolo-me agora para uma lenta digestão

hfm disse...

Bom ano para ti também.

douglas D. disse...

tua escrita envolve.

carlosré disse...

olá Blue!
Um bom ano para ti também com um beijinho

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

gostei da lisergia do teu poema, da imagens delicadas, mas cortantes

Susana Miguel disse...

um beijinho e um bom ano, blue.
e sempre muito azul.

JMV disse...

Já não passava por cá há algum tempo.Foi dos primeiros blogs de que gostei.Acho que continuo a gostar.Soube-me bem.

Laura disse...

E eu gosto sempre de aqui passar...

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