trazes o semblante das pequenas ausências
sentas-te na mesa usas palavras de pelica levanto-me
penso na nuvem de papel de arroz na crina gasta do pincel
sobre a boca a tinta-da-china uma atadura de estopa tecida de silêncios
passo a passo atravesso na longitude o passeio que de ti me reserva
ficas parado
no contracampo movem-se árvores o gradado que circunda o jardim
passo a passo atravessa-me a tua respiração como uma lâmina
sinto o fôlego da falésia o arremedo da fraga por momentos
é como se não percorresse estas artérias
como se não estivesse retida no tráfego das palavras inúteis
nos advérbios de modo
e fosse a nuvem de papel de arroz sob a crina gasta do pincel
a boca os olhos a tinta-da-china a velatura
o desassossego.
23.11.08
Posted by
blue
at
10:55 da tarde
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12 comentários:
Gostei muito desta "atadura/velatura" do desassossego!
bom poema! e fotos :)
O desassossego da tua poesia rasga a indiferença.
Sublime.
O desassossego da inconformidade.
Muito bom, mesmo.
Bem...Brutal!
Adorei...excelente decomposição...
Voltarei.
Agradeço a partilha.
O desassego
sempre foi criativo
Continuo a mergulhar regularmente na beleza das tuas palavras.
beijo grande
marisa
quero muito ver uma falésia, um dia...
beijo.
"....e fosse a nuvem de papel de arroz sob a crina gasta do pincel
a boca os olhos a tinta-da-china a velatura
o desassossego!.
___________aqui um advérbio de qualidade.
inteira. inteiro o texto.
abraço.
Porque tardas, Blue?
Um beijinho,
Laura
Venho sempre ver se há palavras novas, quando não há demoro-me nas antigas.
~CC~
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