6.10.08

há no encalço da mão que me estendes a aridez da penumbra
uma qualquer porta por abrir
e como sem tempo para reserva ou espera
mais não me resta que devolver-te os meus olhos
como quem não tem outro desafio um velho hábito sabes
há no seu encalço o silêncio o corpo de um deserto.


© filipe paes, esferográica sobre papel, julho 2008

9 comentários:

Anónimo disse...

volto a mergulhar no mar belo das tuas palavras, querida Cláudia.
o traço do teu filho é de um verdadeiro artista, mas tem a quem sair...

beijos

marisa

black disse...

eu diria que é
"esferográfica s/ papel"

hfm disse...

há.

menina limão disse...

lindo lindo, poema e desenho.

Laura disse...

nem sei que diga. voltar aqui continua a ser uma revelação, sempre.
um beijo

António disse...

Este, sim, entendo, e gosto. Do texto. Quiçá por ter furado as núvens...
O desenho, esse, mantém-me nelas. Sem turbulência.

Mar Arável disse...

Nos desertos também se movem as sombras

marta (doavesso) disse...

gostei muito.mesmo.
um beijo

Huckleberry Friend disse...

Continua a saber bem vir aqui... deixo um beijinho e este convite.

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