7.9.08


na sala de leitura no depósito no papel manuscrito o que leio
no caixilho de betão nas vidraças de vidro martelado
o dia que a clarabóia filtra
um dia que se escreve outro que se desenha
uns outros que são o ocaso e

antes da pressa que nos faz partícula imaginária
dos sulcos onde cresce a giesta
lá onde me avistarás feliz metamórfica
os tornozelos arranhados por ramada de carrasco
os dedos pelos espinhos do silvado
o sangue da cor das bagas
a face manchada de sol
dirás

olha-me como se fosse
um só dia uma página um ocaso
antes da pressa do fluxo da luz negra da treva
olha-me como se fosse
um só dia
uma fogueira

um ocaso.

8 comentários:

Mar Arável disse...

Metamórfica

mas feliz

também por isso

Scarlata disse...

muito bonito. ;)

CNS disse...

Os teus versos manchados de sol. Muito bonito, Blue.

CNS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
isabel mendes ferreira disse...

o blog do meu encanto. belo. diferente. culto.


ke bom.



beijoooooooooooooooooBlue.

B disse...

gosto muito da primeira foto

CCF disse...

Vejo-te pelo poema.
~CC~

isabel mendes ferreira disse...

enquanto não é outubro...




www.wdirum.blogspot.com

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