3.1.07


(c) pedro tudela

o lugar para o afecto enraizado
e perene.



(c) pedro tudela

(sim, para sempre.)

3 comentários:

António disse...

A Um Negrilho

Na terra onde nasci há um só poeta
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

in Diário VII; Miguel Torga, 26/04/1954

António disse...

Negrilho: ulmus minor, árvore de folha caduca, podendo atingir os 30 metros, presente no largo do Eirô, S. Martinho de Anta (terra natal de Miguel Torga), Sabrosa, Vila Real.

http://dias-com-arvores.blogspot.com/2006/04/um-negrilho.html

blue disse...

antónio, antónio... afinal, ainda vai servindo a poesia para alguma coisa!
:)

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