partirás
quando o verão passar,
sussurrando um ar quente sobre as vozes encerradas
no casco de registos alojado lá no fundo
desse olhar encoberto.
na cadeira de convés sobre a gravilha do quintal,
o corpo estirado na velha lona vestido de linho branco,
é compasso de um pensamento no abandono à luz esparsa e irrequieta
que as folhas do castanheiro derramam sobre o rosto,
as mãos.
e a impressão dessa dor de ontem, já morta,
sob a linha de diafragma de um beijo soprado
para o vulto que se ausenta da sua memória
é devolvida ao silêncio da tarde.
hoje, olhaste nos olhos dela.
24.8.06
Posted by
blue
at
12:35 da tarde
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Arquivo do blogue
- março (2)
- fevereiro (2)
- janeiro (3)
- dezembro (3)
- novembro (5)
- outubro (5)
- setembro (10)
- agosto (9)
- julho (8)
- junho (5)
- maio (10)
- abril (16)
- março (13)
- fevereiro (3)
- janeiro (10)
- dezembro (17)
- novembro (15)
- outubro (9)
- setembro (8)
- agosto (12)
- julho (11)
- junho (8)
- maio (13)
- abril (7)
- março (13)
- fevereiro (8)
- janeiro (15)
- dezembro (9)
- novembro (10)
- outubro (15)
- setembro (13)
- agosto (10)
- julho (14)
- junho (15)
- maio (20)
- abril (17)
- março (23)
- fevereiro (18)
- janeiro (32)
- dezembro (13)
- novembro (18)
- outubro (13)
- setembro (15)
- agosto (12)
- fevereiro (1)
- janeiro (4)
3 comentários:
lindo...
ainda bem que gostas, não sei se já está acabado, há alguns detalhes que preciso de trabalhar.
é a vantagem do blog. Podemos sempre fazer updates.
bjs
Enviar um comentário