a espera
(tinta permanente sobre papel fabriano, abril 2002)
A ESPERA
O campo, escuro; longe, no mar,
as luzes. E um pássaro nocturno.
Sentado está meu pai,
um olor de laranjeira entre seus dedos
e o rosto prateado. Espera.
E num longo passeio,
de oração e vigilância do jasmim,
minha mãe está à espera.
Baforadas de tempo erguem-se à varanda, de onde olho
na solidão, suas sombras. Nesta casa
todos esperamos quem nos nega.
Francisco Brines (1932)
Ensaio de Uma Despedida
18.1.06
Posted by
blue
at
12:55 da tarde
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Arquivo do blogue
- março (2)
- fevereiro (2)
- janeiro (3)
- dezembro (3)
- novembro (5)
- outubro (5)
- setembro (10)
- agosto (9)
- julho (8)
- junho (5)
- maio (10)
- abril (16)
- março (13)
- fevereiro (3)
- janeiro (10)
- dezembro (17)
- novembro (15)
- outubro (9)
- setembro (8)
- agosto (12)
- julho (11)
- junho (8)
- maio (13)
- abril (7)
- março (13)
- fevereiro (8)
- janeiro (15)
- dezembro (9)
- novembro (10)
- outubro (15)
- setembro (13)
- agosto (10)
- julho (14)
- junho (15)
- maio (20)
- abril (17)
- março (23)
- fevereiro (18)
- janeiro (32)
- dezembro (13)
- novembro (18)
- outubro (13)
- setembro (15)
- agosto (12)
- fevereiro (1)
- janeiro (4)
3 comentários:
olá e bem-vinda
belo desenho
este é um desenho de viagem, uma viagem feita por um conjunto de livros que li no verão de 1997, o ano em que nasceu a Maria.
sobre o rascunho então desenhado, em 2002, fiz este desenho, a que chamei "a espera".
ao abri ao acaso o poemário (Assírio e Alvim, 16 de outubro de 2003) para escolher uma poesia que o acompanhasse, deparei-me com esta.
achei a coincidência entre os títulos interessante, bem como a existência de um pássaro nocturno...
um bonito desenho
espero mais
Enviar um comentário