7.11.08

de que se vive quando se cerram os olhos
de que se morre quando o desejo os fendilha
de que se sobrevive se me armo à prova de bala

e tu te despojas de fragmentos
nada mais do que a tua pele exposta
o deserto de sal cujo sopro nos queimará os lábios?

repito não sei de bálsamo que nos repare
nem de palavras vertebradas que sustenham os quatros palmos de uma passada
não há ponte nem passagem
não há estilhaço que nos cegue nem treva que nos ensurdeça
não nos é reservada a quietude.

4 comentários:

hfm disse...

"não há ponte nem passagem
não há estilhaço que nos cegue nem treva que nos ensurdeça
não nos é reservada a quietude."

só estas palavras eram em si um poema quando mais juntas às anteriores. Muito forte.

isabel mendes ferreira disse...

vive-se de um bálsamo.


este.





metamórfico.



doce.


passagem.



beijo B.

Menina_marota disse...

Problemas informáticos, para além de me afastarem dos blogues, apagaram-me a maioria dos endereços que tinha.
Na impossibilidade de enviar por email, se assim entender, poderá levantar o selo de destaque semanal, que este blogue mereceu do MM e que já se encontra, finalmente, disponível.

Um abraço e bom fim de semana ;))

Vieira Calado disse...

Não conhecia este seu (parte de?) blog.

Mas o que li agradou-me muito.

Bom resto de Domingo

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