sabes quando me sento e tu não me olhas quando me desalinho
calço sandálias negras depois de polida a pele
empoeiradas as maçãs do rosto desenhados os lábios de carmim
sabes poderia ser um arrufo um arremedo inútl
mas é apenas um recuo ergo-me como se não carregasse outro peso
que o da minha vontade que outro peso não é
o de um lugar ermo onde às vezes as tuas mãos me resgatam
quando me enlaças
um olhar semicerrado como se fora um dia de verão
na falésia onde o vento nos empurra um contra o outro
e é inevitável que me beijes
a pele seca dos dedos dos lábios das pálpebras
às vezes um dia de verão um desalinho.
10.6.08
Posted by
blue
at
10:13 da tarde
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10 comentários:
como se pode falar de espaço sem tempo? não será um bocado como falares de lábios sem beijos?
Lindo, Cláudia!
beijo
marisa
Uau! Uma vez mais.
Belíssimo ...
Bj* de flores
Bom dia! Ja tinha saudades tuas. ;)
que bom regressar...em pé de flor. desvelo alinhado.
b e i j o .
sempre.
Bonito. Tenho semicerrado o olhar como se fosse verão... é quase, mas ainda não é. beijinhos.
Desalinho, é tão bom!
~CC~
e é inevitável que eu fique encantada. belíssimo texto e belíssimas imagens, que já foram pintadas na minha cabeça...
a inevitabilidade da existência
do amor
um beijinho
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