10.6.08

sabes quando me sento e tu não me olhas quando me desalinho
calço sandálias negras depois de polida a pele
empoeiradas as maçãs do rosto desenhados os lábios de carmim
sabes poderia ser um arrufo um arremedo inútl
mas é apenas um recuo ergo-me como se não carregasse outro peso
que o da minha vontade que outro peso não é
o de um lugar ermo onde às vezes as tuas mãos me resgatam
quando me enlaças
um olhar semicerrado como se fora um dia de verão
na falésia onde o vento nos empurra um contra o outro
e é inevitável que me beijes
a pele seca dos dedos dos lábios das pálpebras
às vezes um dia de verão um desalinho.



10 comentários:

HB disse...

como se pode falar de espaço sem tempo? não será um bocado como falares de lábios sem beijos?

Anónimo disse...

Lindo, Cláudia!

beijo

marisa

António disse...

Uau! Uma vez mais.

isabel victor disse...

Belíssimo ...


Bj* de flores

Scarlata disse...

Bom dia! Ja tinha saudades tuas. ;)

isabel mendes ferreira disse...

que bom regressar...em pé de flor. desvelo alinhado.



b e i j o .


sempre.

Huckleberry Friend disse...

Bonito. Tenho semicerrado o olhar como se fosse verão... é quase, mas ainda não é. beijinhos.

CCF disse...

Desalinho, é tão bom!
~CC~

laura disse...

e é inevitável que eu fique encantada. belíssimo texto e belíssimas imagens, que já foram pintadas na minha cabeça...

Gi disse...

a inevitabilidade da existência



do amor


um beijinho

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