6.11.07


Dorothea Lange, 1940

escritas há que eu gostaria de ler todos os dias

13 comentários:

marisa disse...

foto de certo modo intemporal! gosto.
bjs

Gi disse...

eu também ... mas há tanto novo para ler que os "bis" ficam para depois. Só me ´dão realmente as saudades quando , ao fim de várias leituras, não há nada que me encha a alma . Aí vou procurar um velhinho para colmatar a falha.

beijinhos

Luis Eme disse...

Que lugar azul agradável...

Luis disse...

Também tive pena que ela deixasse de escrever. Logo agora que nos estávamos a habituar. Chega uma que vem de sapatos verdes e desaparece nos foguetes. Outra que nos conhece a cara e desvanece sem que vejamos a dela. Isto é um jogo de sombras e de mortes súbitas. Nós permanecemos. Duramos. Como o musgo. Como o homem na tina oxidada.

Lúcia disse...

Cara Blue,
A sua atenção comove-me. De facto, essa que aí aparece podia ser a minha irmã. O seu gesto é tão bonito quanto bonita é a mulher que não sendo quem eu gostaria que fosse me faz lembrar de onde vim e até, em parte, como sou.
É um grande elogio o seu.
Poderia contar-lhe da minha fragilidade, do que imaginava ser "isto", seja lá o que "isto" for. A verdade, Blue, é que não tenho estofo ou "competência" para me instalar num "meio" hostil onde tudo é pretexto para o muito que de mau existe dentro de cada um de nós. Vi-me a braços com o meu mail inundado de palavras odiosas, acusações odiosas. Não estava preparada para este ambiente e fiquei vacinada. Só gosto de estar onde estou bem e quando as ameaças por mail sobem de tom o melhor é entregar a bicicleta de recados, a chave de casa e fazer da suposta força do outro a nossa. Como a cana de bambú ao vento mais forte. Ninguém perdeu mas ninguém ganhou e prefiro ser de curta carreira a brincar ao braços de ferro neste quase deserto povoado por gente tão anónima como eu mas cujas palavras são escuras e de uma agressividade apenas possível atrás de um computador. Agradeço-lhe, do fundo do coração, este seu gesto e passarei, silenciosa como sempre o fiz, para a ler.
Muito e muito obrigada

Lúcia

blue disse...

cara Lúcia,

quero estar certa de que nos será possível - a nós leitores - regressar à sua escrita. num outro lugar, num outro suporte, se calhar, com um outro nome, um outro rosto, talvez.

há, de facto, palavras que só são possíveis atrás do anonimato de um computador.

não é o caso da sua escrita, ainda que sob pseudónimo.

até lá, Lúcia. que escritas há que precisaríamos de ler todos os dias.

muito obrigada, também.

cláudia

Mar Arável disse...

BELO O DIÁLOGO

TAMBÉM FICO GRATO

PELA TRANSPARENCIA

António disse...

?! Did I miss something?

isabel mendes ferreira disse...

abraço.



assim .


sereno.



belíssimo. pela manhã. o olhar.

Bandida disse...

é só procurares a árvore. acho que anda por aqui. em azuis.

velha gaiteira disse...

Sinto-me feliz por poder, agora, arranjar tempo para ler!

Como me sabe bem passear por aqui!

Dorothy Lange ! há quanto tempo ...

saudosista do futuro disse...

imagens há que eu...


___________
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PostScriptum disse...

Um diálogo comovente, lúcido, carregado de emoções á flor da pele. Por ele valeria a pena passar por cá, não fora o excelente nível deste espaço onde vou passando em silêncio.
Um abraço

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