14.4.07

não é a arquitectura que aqui guardo,
mas o que os teus olhos escavacaram fundo no meu olhar.
e deste desespero onde tu chegaste como memória do que não existe,
ficou o vazio a boiar à tona do meu corpo,
onde por vezes me perco,
por outras me abandono.

a morte vive assim desarmando o meu coração
apoderando-se, gulosa,
de tudo o que dos meus amores não soube preservar.
turvo então as minhas palavras de lembranças,
de beijos atordoados, de gestos inacabados,
de desejos amordaçados,
de flores embriagadas que se somem fundo neste meu olhar igual ao teu.

e fico tão só

4 comentários:

blue disse...

escrito em 1992.

ana disse...

olá blue. obrigada por partilhares as tuas memórias. estou a gostar muito. beijo

Anónimo disse...

ler.









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tres.ler.


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(piano)

Anónimo disse...

boA NOITE












Blue.







y.

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