7.3.07


este é o jardim de planos temporais desencontrados onde me recolho
plural, insólito, negro
arvorando de silêncio cada passo, cada olhar, cada pensamento
astro impenitente de pálpebras cortadas
onde se imprimem, cruéis, todos os sinais
devotados às minhas incongruências

do lado de cá desse outro lado da alma
compõem-se inábeis palavras resistentes
contrapontos
quais camera obscura em busca da percepção de um olhar

como a luz intercepta uma intenção
e cativa sombras

vozes perdidas

4 comentários:

marisa disse...

que delícia! uma aguarela e uma poema belíssimos! os meus sentidos estão saciados.
obrigada.

isabel mendes ferreira disse...

um temporal paradisíaco!


um jardim iluminado.



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abraço.

Ana disse...

Fiquei cativa deste jardim.

laura disse...

e outro azul que me fica na memória...

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