4.12.06

amo-te sempre que esses olhos semicerrados correm as pálpebras
do verde que escondes.

adivinho-lhes um sonho, escarpado de segredos que misturam suavemente
a cor da terra do muceque
com as nervuras das conchas marinhas.
adivinho ainda alguns ramos violentos,
anseios de secura ao vento que de vez em quando agita o ar.

há dias, semanas,
que misturo essas cores que julgo tuas sobre papéis brancos,
à procura de arquitecturas que rasguem o terreno do teu olhar.
porém, nada me abandonas nos riscos que faço.

escapas-te sempre que as minhas mão saberiam como te encontrar.

3 comentários:

blue disse...

este texto chama-se "morro da lua".

é um lugar no interior de angola, onde outrora existia mar.
um lugar agora fóssil, de cor vermelha.

não sei se ainda existe, mas julgo que sim.

laura disse...

existe pelo menos no teu imaginário. e isso faz dele um lugar verdadeiro.
belíssimas palavras.

Anónimo disse...

Lindo cunhada!
Um lindo acompanhamento para as imagens que capturaste neste fim-de-semana!
Fsamp

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