1.11.06

perder-te-ia para sempre na minha memória
como um sopro de vento cativo numa gruta inesperada, coberta de pinturas,
de desenhos sobre a rota dos astros.
lá guardo tudo o que o meu olhar é capaz de transportar,
velhos pedaços de paixão que se encastram no caos dos meus olhos
como gestos de ternura enorme,
como uma velha cidadela onde só eu não sei como te encontrar.

mas não sei se alguém se alguém deambula
pelos sulcos que o meu desejo cavou,
nem sei se alguém deixou mais que esse sopro de vento
que faz voar as poeiras depositadas pelo tempo sobre
os meus amores.

assim, cobrem os meus olhos
como véus perfumados
como se foram secreta paixão.

4 comentários:

blue disse...

iniciado em 1985 e terminado em 1992, faz parte do conjunto de textos referidos há alguns posts atrás.

marisa disse...

acho belíssimos os teu poemas. obrigada por os partilhares connosco.
beijos

António disse...

Agora encalhei. Definitivamente. Bem dizia eu...

blue disse...

poesia a mais?

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